terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Arte Indígena na chegada dos Portugueses


O Brasil, antes dos portugueses aqui chegarem, era povoado por índios, de várias nações e culturas diferentes, com uma arte diversificada e muito rica.



Quando os portugueses chegaram ao Brasil encontraram aqui um clima quente, um local totalmente inexplorado e habitado por índios, que, em vez de roupas como a dos portugueses, usavam colares, enfeites feitos com penas e o copo todo pintado.
 

Enquanto os índios viviam nus e livres, em Portugal as mulheres nem podiam mostrar os pés. Os portugueses ricos usavam roupas luxuosas, de tecidos pesados, com bordados e joias.


Os portugueses deixaram para trás um país rico e muito adiantado para a época.

Eles eram mestres na construção de caravelas e tinham também uma arquitetura muito avançada.



Tanto índios quanto portugueses ficaram surpresos, pois não tinham nada em comum.
Cada um deles tinha seu próprio modo de viver em sociedade, de se vestir e fazer arte.
O índio brasileiro era muito habilidoso, podemos ver isso em sua pintura, suas cerâmicas, seus trançados e seus adereços plumários. Para os indígenas, qualquer que venha a ser a finalidade do objeto, ele deve ser executado da forma mais perfeita possível. E é nessa perfeição, que vai além da finalidade, que reside a noção indígena da beleza. A arte indígena representa mais as tradições de sua comunidade do que a personalidade de quem a faz, por isso os estilos da pintura corporal, do trançado com fibras e da cerâmica, variam de um povo para outro. Pode-se então, afirmar que existem "artes indígenas", já que cada povo produz suas obras muito particularmente, de acordo com sua vivência.

PINTURA CORPORAL
Os índios pintam seus corpos no dia-a-dia e em ocasiões especiais (festas, luto, guerra etc.).



















A pintura pode estar relacionada a crenças indígenas, identificação de uma determinada tribo, membros de uma mesma tribo ou servir simplesmente para embelezar o corpo.
As tintas usadas para a pintura corporal são retiradas da natureza, basIcamente do urucum (vermelho e amarelo) e do jenipapo (preto e azul).

 urucum
  urucum

jenipapo

ADEREÇOS E ARTE PLUMÁRIA
Assim como a pintura corporal a arte plumária serve para enfeites: mantos, máscaras, cocares, e  passam aos seus portadores elegância e majestade.
 CACIQUE RAONI COM ALARGADOR BUCAL









BRINCOS




 MÁSCARAS PARA DANÇAS E RITUAIS

Para os índios, as máscaras têm um caráter duplo: ao mesmo tempo em que são um artefato produzido por um homem comum, são a figura viva do ser sobrenatural que representam. Elas são feitas com troncos de árvores, cabaças e palhas de buriti e são usadas geralmente em danças cerimoniais, representando personagens da mitologia indígena, como, por exemplo, na dança do Aruanã, entre os Karajá, quando representam heróis que mantêm a ordem do mundo.


 BRAÇADEIRAS


ALARGADORES DE ORELHAS

Com sementes, penas de pássaros, pedaços de bambu, ossos etc. são feitos os colares, cocares, enfeites corporais e também a decoração dos armamentos.
Esta é uma arte muito especial porque não está associada a nenhum fim utilitário, mas apenas a pura busca da beleza.

ARMAS




ARTE CERÂMICA
Na modelagem de cerâmicas, os índios também se mostram muito habilidosos.
Eles modelavam vasos, recipientes para uso doméstico e os "licocós", pequenos bonecos que mostram as várias atividades da tribo.


LICOCÓS







VASOS







CERÂMICA MARAJOARA


A tribo Assurini, do Xingu, utiliza como matéria-prima tinta de origem mineral para colorir seus vasos.
Essa tinta é obtida de pedras coloridas (vermelho, amarelo e preto) encontradas na natureza que são esfregadas em outras pedras mais duras e ásperas com um pouco de água.
A superfície desses vasos tem uma decoração muito colorida (desenho preto e vermelho com fundo amarelo) e como acabamento é aplicada sore a pintura a resina do jatobá, que serve como verniz.
Os pincéis utilizados são penas de ave, talos de madeira e fibras de plantas variadas.

TRANÇADO
O trançado tem presença marcante sobre o artesanato brasileiro desde a chegada dos portugueses até os dias de hoje.










A produção dos trançados brasileiros é extremamente variada não só quanto ao formato e beleza dos objetos, mas também em relação à sua utilidade.
A variedade de plantas que são apropriadas ao trançado no Brasil dá ao índio uma inesgotável fonte de matéria prima.

INSTRUMENTOS MUSICAIS
Os índios gostavam de música, que era praticada em suas festas e duravam vários dias.
Os instrumentos musicais utilizados por eles eram o toró (flauta de taquara), o boré (flauta de osso) e o uai (tambor de pele e de madeira).

MORADIAS
Taba ou Aldeia é a reunião de 4 a 10 ocas, em cada oca vivem várias famílias (ascendentes e descendentes), geralmente entre 300 a 400 pessoas.
O lugar ideal para erguer a taba deve ser bem ventilado, dominando visualmente a vizinhança, próxima de rios e da mata.
A terra, própria para o cultivo da mandioca e do milho.
No centro da aldeia fica a ocara, a praça.












Ali se reúnem os conselheiros, as mulheres preparam as bebidas rituais, têm lugar as grandes festas.
Dessa praça partem trilhas chamadas  "pucu" que levam à roça, ao campo e ao bosque.
Destinada a durar no máximo 5 anos a oca é erguida com varas, fechada e coberta com palhas ou folhas.
Não recebe reparos e quando inabitável os ocupantes a abandonam.
Não possuem janelas, têm uma abertura em cada extremidade e em seu interior não tem nenhuma parede ou divisão aparente.


Vivem de modo harmonioso.



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